O município de Franca está localizado há 400 quilômetros da capital São Paulo e
destaca-se como o maior centro produtor de calçados masculinos do Brasil. As empresas
instaladas na cidade produzem sapatos de alta qualidade abastecendo os mercados
interno e externo. As que exportam, aproximadamente 100, enviam todos os anos, só
aos Estados Unidos, pelo menos 80% de sua produção. O restante é comercializado
com os países integrantes do Mercosul, Europa e Ásia. Além do calçado masculino,
o município ganha espaço a cada ano como produtor de modelos femininos e infantis,
aliado a acessórios como bolsas, cintos, carteiras, capas para celulares, entre
outros. Tudo girando em torno do couro, a principal matéria-prima utilizada pela
crescente indústria local, responsável pela diversidade do comércio e indústria
na cadeia coureiro-calçadista (linhas, caixas, bordados, enfeites para calçados
etc). O couro integra a história do município a partir do século XIX quando as primeiras
atividades de selaria e sapataria começaram a existir em Franca. O primeiro curtume
data de 1885 e foi constituído pelo padre Alonso Ferreira de Carvalho.
Segundo os historiadores, o primeiro assentamento de pessoas, em Franca, deu-se
no bairro denominado na atualidade de Miramontes por volta do ano de 1760. Era um
local de difícil acesso, com escassez de água e, por este motivo, os migrantes que
chegavam à cidade se instalavam às margens do Córrego dos Bagres.
Foi em 1821, no dia 28 de novembro, que Franca foi elevada a Vila por D.Pedro I,
Imperador do Brasil, recebendo o título de “Vila Franca do Imperador” e, somente
em 1859, a Vila foi elevada a Cidade. Seu nome é uma homenagem ao então Governador
e Capitão Geral da Capitânia de São Paulo, daquele período, Antônio José da Franca
e Horta. A ele é creditada a fixação de muitos migrantes, principalmente, mineiros
que se instalaram em Franca no século XIX. É uma cidade que também teve sua origem
com os acampamentos dos bandeirantes e há registro da passagem de um deles por volta
de 1722.